Mil quilômetros de praias de água doce enriquecem turismo do Paraná

É uma extensão de rios contínuos que marcam a divisa do estado com São Paulo, ao Norte; com o Mato Grosso do Sul no Noroeste, e a fronteira com o Paraguai, a Oeste. O circuito é prioritário para o desenvolvimento do turismo.

Se o Paraná tem o menor litoral entre os estados da costa brasileira, compensa com mais de mil quilômetros de rios contínuos que marcam a divisa do estado com São Paulo, ao Norte; a divisa com o Mato Grosso do Sul no Noroeste, e a fronteira com o Paraguai, a Oeste. De uma ponta a outra, os rios Paranapanema e Paraná desenham os contornos do estado somando incontáveis praias de água doce em margens aumentadas pelos imensos lagos das usinas. É espaço para praias, banhos, esportes aquáticos, cachoeiras, matas, resorts e diversão. E muito investimento numa atividade sustentável, que contribui para a preservação ambiental. Segundo o diretor-presidente da Paraná Turismo, João Jacob Mehl, o circuito de água doce é prioritário para o desenvolvimento do turismo. Ele falou dos planos para melhorar a infraestrutura, incentivar novos empreendimentos e desenvolver o turismo como uma opção econômica, com a geração de empregos e renda, e melhoria da qualidade de vida da população. A cidade de Porto Rico é hoje um dos mais conhecidos destinos de veranistas fora do litoral paranaense. Dados da Secretaria Municipal de Turismo apontam que a população da cidade, de dois mil e 600 habitantes, chega a 14 mil na temporada, movimentando hotéis, pousadas, restaurantes e serviços turísticos. Por lá, a temporada chega a oito meses por ano, com média de temperatura de 28 e 32 graus. Outro polo turístico que chama a atenção é o Porto São José, distrito de São Pedro do Paraná. A administração municipal programou investimento de um milhão de reais para fazer melhoramentos nas barrancas do rio, na praia artificial e nas rampas de acesso. Os 17 quilômetros da PR 691 entre os dois polos promete se transformar numa agitada beira-rio. Há previsão de construção de novos condomínios residenciais. No extremo Leste deste corredor de águas fica o município de Ribeirão Claro, ponto de chegada para quem quer conhecer o projeto Angra Doce, que agrega cascatas e praias ao redor do lago da represa de Chavantes. São 400 quilômetros quadrados de extensão e o lago tem mais de nove bilhões de metros cúbicos de água, formado pelos rios Paranapanema e Itararé. O município integra um projeto maior, com outras quatro cidades paranaenses e dez paulistas, um esforço dos governos dos dois estados para promover a recuperação econômica da região por meio do estímulo e da promoção do turismo sustentável. No extremo Oeste, um pouco antes de chegar a Foz do Iguaçu, está Guaíra, cercada também pelo Rio Paraná num trecho que recebe o pomposo título de “maior arquipélago da América do Sul”. A região também é chamada de portal do Pantanal Paranaense, um importante corredor da biodiversidade. Entre Guaíra e Foz do Iguaçu, o reservatório da Usina de Itaipu, com 170 quilômetros de extensão, banha 16 municípios e oferece uma infindável lista de atrações aquáticas. Além de tudo isso, há ainda as Cataratas do Iguaçu, em Foz, o Parque das Aves e o Marco das Três Fronteiras, na divisa do Brasil com Paraguai e Argentina.

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