Leilão federal deve incluir três mil e 500 quilômetros de rodovias do Paraná, entre estaduais e federais

O Governo do Paraná sugeriu ao Ministério da Infraestrutura que o leilão contemple mais mil quilômetros de rodovias estaduais. Do Anel de Integração, cerca de 2,2 mil km são trechos federais delegados ao Estado em 1997 e que serão devolvidos em 2021.

O pacote de concessões que o governo federal planeja licitar no ano que vem deve abranger três mil e 500 quilômetros de rodovias do Paraná. Além dos dois mil e 500 dos seis lotes atuais do Anel de Integração, cujos contratos expiram em 2021, o Governo do Paraná sugeriu ao Ministério da Infraestrutura que o leilão contemple mais mil quilômetros de rodovias estaduais, além dos contornos de Cascavel, Londrina e Ponta Grossa. Em reunião realizada na semana passada, em Brasília, o governador Carlos Massa Ratinho Junior e o secretário de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, formalizaram a proposta de inclusão da PR-092, no Norte Pioneiro, da PR-323, no Noroeste, da PR-280, no Sudoeste do Paraná, além da ligação entre os municípios de Campo Mourão e Guarapuava. Na ocasião, Ratinho Junior destacou que estas rodovias não estão estruturadas para receber toda a demanda que já vêm recebendo nos últimos anos, e agregar os trechos estaduais no pacote da União agilizaria a execução das melhorias necessárias para garantir um melhor escoamento da produção e dar mais segurança à população. O governador e o secretário de Infraestrutura já se reuniram outras vezes com representantes do governo federal, que concordou com as exigências feitas pelo Estado. Elas passam pela redução de pelo menos 50% no valor do pedágio, execução de duplicações e implantação de contornos rodoviários, principalmente nas maiores cidades. Na primeira quinzena de março, o conselho de ministros do Programa de Parcerias de Investimentos deve avalizar os estudos técnicos para as novas licitações. Pode haver mudanças na configuração dos atuais lotes do Anel de Integração. O leilão deve ocorrer em 2020, para permitir que as vencedoras assumam a gestão das rodovias assim que os atuais contratos terminarem.

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