Vídeo alerta sobre violência contra mulher durante pandemia

A proposta do vídeo é alertar a mulher neste momento em que o isolamento social é uma das principais medidas de prevenção contra a Covid-19 e, ao mesmo tempo, apontado como um dos fatores de aumento de casos de violência.

Oito profissionais da Secretaria de Estado da Saúde, que atuam na Atenção Primária da 3ª Regional de Ponta Grossa, produziram um vídeo informativo e de apoio às mulheres vítimas de violência.

Segundo a assistente social Luciana Querino, violência contra a mulher é uma questão de relevância em saúde pública, que sofre agravamentos e aumento no número de casos neste período de pandemia.

Ela explicou que a proposta do vídeo é alertar a mulher neste momento em que o isolamento social é uma das principais medidas de prevenção contra a Covid-19 e, ao mesmo tempo, apontado como um dos fatores de aumento de casos de violência.

“Consideramos que o distanciamento, tão fundamental durante a pandemia, não pode servir de desculpa para atos de violência nos ambientes domésticos e de trabalho”, afirma Luciana Querino.

VÍDEO - O vídeo informa os canais de apoio nas situações de violência, como os números de telefone 190, da Polícia Militar; 180, do Serviço de Violência contra a Mulher; o 100, para registro de casos de violências contra crianças, adolescentes e idosos; o contato via aplicativo da Defensoria Pública do Paraná, que é o https://t.me/nudempr; e o número 188 do Centro de Valorização da Vida.

O vídeo foi gravado sem áudio para que possa ser acessado a qualquer momento. “Nosso principal objetivo é dizer às mulheres vítimas de agressão que elas não estão sozinhas; que existem canais de denúncia e de auxílio; que é preciso consolidar esta rede para que as mulheres alertem outras mulheres e assim todas se apoiem”, ressaltou Luciana Querino.

“A iniciativa das profissionais é um exemplo de cidadania”, disse o secretário estadual da Saúde, Beto Preto. Segundo ele, o Governo do Estado aderiu recentemente à Campanha Nacional Sinal Vermelho para o enfrentamento da violência doméstica e a Secretaria da Saúde está atenta nesta questão, que também reflete em desequilíbrios em todas as esferas da sociedade, econômica, emocional e familiar.

PANORAMA - No Paraná, em 2019, das 40.797 notificações de violência interpessoal e autoprovocada registradas, 76,3% ocorreram na residência, sendo que 68,4% foram praticadas contra mulheres.

Segundo dados da Secretaria referentes à notificação de violência interpessoal e autoprovocada, no período de janeiro a maio de 2020 houve predomínio da violência física (48,8%) praticada contra mulheres, seguida pela violência psicológica/moral (26%), negligência/abandono (14%), e violência sexual (13%). Os dados são preliminares e sujeitos a alterações.

A diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Secretaria, Maria Goretti David Lopes, diz que, no contexto da pandemia da Covid-19, em algumas situações o isolamento social pode contribuir para este cenário, em especial acerca da violência doméstica contra mulheres, idosos, crianças e adolescentes. “Os serviços de saúde têm a responsabilidade compartilhada de protegê-los de qualquer tipo de violência, abuso, exploração e negligência”, disse.

ESTRATÉGIAS - A Secretaria da Saúde desenvolve estratégias prioritárias, com foco na atenção integral às pessoas em situação de violência, bem como garantia de acesso, a fim de reduzir os impactos que possam ocorrer considerando o atual contexto de pandemia no Paraná, Brasil e mundo.

A Divisão de Promoção da Cultura de Paz e Ações Intersetoriais é responsável pelo planejamento, coordenação, implantação e implementação de políticas públicas de saúde para a redução da morbimortalidade por violências e acidentes, através da descentralização das ações, por meio das 22 Regionais de Saúde e municípios de abrangência.

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