Como o Controle de Custos Garante a Lucratividade na Pecuária Leiteira
No Momento Técnico Castrolanda, o assistente técnico da Cooperativa Castrolanda na área de Negócios Leite, Fernando Milek de Jager, explicou que, embora aumentar o volume produzido seja relevante na pecuária leiteira, conhecer detalhadamente o custo de produção é o fator indispensável para verificar se o negócio está de fato gerando retorno financeiro. A gestão econômica atua como uma ferramenta estratégica que auxilia o produtor a organizar informações, compreender a origem das maiores despesas e tomar decisões com mais embasamento e segurança no dia a dia. Conforme destacou o especialista, gerir a propriedade sob a perspectiva econômica consiste em monitorar continuamente custos, receitas e resultados operacionais para orientar o planejamento e maximizar a eficiência da atividade. A intenção não é criar rotinas burocráticas ou apenas juntar comprovantes de despesas, mas transformar a percepção rotineira em dados confiáveis para responder a uma questão essencial: quanto custa produzir cada litro de leite e qual resultado essa produção está gerando. Sem o controle sistemático dos gastos, o pecuarista corre o risco de trabalhar intensamente sem conhecer a real rentabilidade do seu esforço. Para apoiar os cooperados, a Castrolanda realiza um trabalho estruturado de levantamento e categorização das despesas da atividade. Os dados — coletados em campo por técnicos ou anotados diretamente pelos produtores em folhas de registro, planilhas eletrônicas ou aplicativos de gestão — são classificados em grupos específicos. Entre as categorias analisadas estão nutrição, mão de obra, manutenção, sanidade, energia e combustível, reprodução, higiene e limpeza, além de despesas gerais. Com base nesses lançamentos, é calculado o custo operacional da atividade, permitindo visualizar o impacto de cada grupo tanto em percentual quanto em centavos por litro de leite. Em termos de composição financeira, a nutrição consolida-se como o elemento de maior peso no custo operacional, englobando cerca de 63% do total. Esse grupo é subdividido em ração concentrada (aproximadamente 40%), volumoso (19%), além dos minerais e do aleitamento artificial. Os demais fatores de impacto dividem-se entre mão de obra (9%), manutenção (9%), sanidade (6%), energia e combustível (5%), despesas gerais com consultorias e tributos (5%), reprodução (2%) e higiene e limpeza (2%). Para converter esse diagnóstico em melhorias práticas na fazenda, os produtores acompanham resultados parciais ao longo do ano e contam com uma devolutiva semestral consolidada. Nessa ocasião, é realizado um benchmarking comparativo com propriedades de perfil semelhante, levando em conta a faixa de produção, a raça do rebanho e o sistema adotado — a pasto, semiconfinado ou confinado. Como orientação final, Fernando ressalta que o primeiro passo prático é iniciar pelo básico, estabelecendo uma rotina constante de anotação e análise. Quem compreende detalhadamente a estrutura dos seus custos domina melhor a sua atividade e ganha a clareza necessária para decidir com segurança e construir melhores resultados financeiros.
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1 Antena entrevista com Fernando Milek de Jager, assistente técnico da Cooperativa Castrolanda na área de Negócios Leite - Do Campo ao Bolso 13 horas atrás
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